Lucas Svicero: my recent journey with floaters

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ENGLISH – (For Portuguese Version Click here)

 

My name is Lucas Svicero, I’m 26 years old, I live in Duque de Caxias, a city in the state of Rio de Janeiro, Brazil. I am a photography enthusiast and I used to enjoy playing video games. I graduated in the field of communication in the advertising specialty because I dreamed of working in design and audiovisual production.

 

I have been nearsighted since I was 12 years old and over the years my myopia has gradually increased, currently I have -5.25 in both eyes. When I was 25 years old, two large floaters appeared which, over time, grew until I was diagnosed with vitreous detachment and tears in both eyes. These problems were treated with laser photocoagulation.

 

I believe that the reason for my floaters is not unrelated to the fact that I am myopic. Until last year I had not noticed any floaters but they developed very suddenly.

 

I believe that because I lived through a very stressful year in 2020, I developed some bad habits during my pandemic quarantine. My company adopted working from home and all the activities I had previously performed in person were adapted to the virtual format: post graduation, course, meetings, etc. Because I couldn’t leave the house for any meaningful length of time I distracted myself, when not working, with video games.

 

I assume that the aggravating factor for me to develop floaters was the continual use of screens without rest, despite all the doctors I visited not saying this could be a problem. My daily routine involved a good 15 hours sitting in front of a computer screen without rest. I have the belief that the lack of activities that did not involve a screen, such as physical exercise and looking into the distance, accelerated the process as well as causing pain and dry eyes.

 

In light of the current situation, I discovered through research that no treatment was currently effective for floaters and I began trying some alternatives. I tried homeopathic solutions, pineapple extracts, coconut water and eye exercises, all to no avail.

 

For a while I was anxious and became depressed, as the presence of these fragments in my field of vision made me stay in my room all hours of the day. Going out into the light for me was torture. I confess that even today it is difficult for me to leave home to admire nature, such as a beach or waterfall. I often wait until after dark, though even the night can be a little rough sometimes.

 

Recently I discovered the VDM project and desired to help out any way I could. I am encouraged to post on forums regarding floaters. I believe that the strength of this project is in the union of people who suffer as I do, making people more aware of this problem and promoting research into it. I believe there is a chance of a cure for floaters because the negative impacts on a person’s quality of life have not been considered until now.

 

Since then I have been trying to learn to do things that ease my anxiety and depressed mood. I adopted a physical exercise routine after work. I began to regularly expose myself to sunlight in moderation because, despite being uncomfortable, this type of exposure helps regulate my mood and hormones. I also sought help from a psychology professional, who has been very supportive in this matter and I keep to regular visits to the ophthalmologist. These small actions help me to overcome my difficulty in dealing with floaters until a treatment that is effective against floaters becomes available.

 

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PORTUGUESE

 

Meu nome é Lucas Svicero, tenho 26 anos de idade, vivo em uma cidade do estado do Rio de Janeiro chamada Duque de Caxias, que fica no Brasil. Tenho a fotografia como Hobby e antes de me aparecerem as moscas costumava jogar videogame. Sou formado na área de comunicação na especialidade de publicidade, gosto de trabalhar com design e produção audiovisual.

 

Sou míope desde os 12 anos de idade e ao longo dos anos a miopia foi aumentando gradativamente, atualmente tenho 5,25 em ambos os olhos . Até que aos 25 anos de idade me apareceram duas moscas volantes grandes, com o passar do tempo elas foram aumentando, até que fui diagnosticado com descolamento de vítreo e  rotura  nos dois olhos. A partir deste diagnóstico, tratei as roturas com fotocoagulação a laser

 

Acredito que o fato de eu ter adquirido moscas volantes não está exclusivamente relacionado ao fato de eu ser míope, elas me apareceram de repente e em todos esses anos vividos, até o ano passado não tinha notado nenhuma mosca volante.

 

Associo elas ao fato de ter vivido um ano de 2020 muito estressante, e durante a época da pandemia ao covid-19 desenvolvi alguns maus hábitos em minha quarentena. Diante deste cenário mundial, o local onde eu trabalhava adotou o home office e todas as atividades que eu tinha de forma presencial adotaram o formato de vídeo chamada: pós graduação, curso, reuniões etc.A forma que eu tinha de me distrair quando não tinha obrigações era o video game, praticamente não sai de casa.

 

Deduzo que o fator agravante para que eu desenvolvesse moscas volantes e meus olhos foi o uso contínuo de telas sem descanso, apesar de todos os médicos que eu visitei não disserem que isto seria um problema. Minha rotina era praticamente de 15 horas sentado na frente da tela de um computador. Tenho a intuição de que a falta de outras atividades que não envolvesse uma tela, como por exemplo, exercício físico e o olhar para outras distâncias acelerou o processo de aparecimento de moscas volantes, além de dores e olho seco.

 

Diante deste cenário através de pesquisas a respeito de tratamento para as moscas volantes e de tentar algumas alternativas me dei conta de que nenhum tratamento era adequado, tentei soluções homeopáticas, ingestão de abacaxi, água de coco e exercícios oculares, nenhum desses tratamentos foram capazes de eliminá-las.

 

Por um certo tempo fiquei ansioso e com humor deprimido, pois a presença desses fragmentos em meu campo de visão o que me fez ficar por muito tempo dentro do meu quarto. Sair para a claridade para mim era uma tortura.Confesso que até hoje as vezes é difícil que eu saia de casa para admirar a natureza, como por exemplo uma praia  , cachoeira durante o dia nos fins de semana, tenho esperado a noite para isso, até mesmo a noite tem sido um pouco difícil.

 

Até que encontro a respeito do VDM project e me veio um desejo de ajudar e torná-lo mais forte. O que me incentiva a divulgá-lo e compartilhá-lo em fóruns a respeito de moscas volantes. Acredito que a força deste projeto está na união das pessoas que sofrem o mesmo que eu, fazendo com que este problema seja levado mais a sério e promovendo pesquisas a respeito disso. Acredito que existam poucas possibilidades de cura a respeito da mosca volante porque não se consideram os impactos negativos na qualidade de vida de uma pessoa.

 

Desde então tenho procurado aprender a fazer coisas que amenizem a minha ansiedade e humor deprimido por moscas volantes. Adotei uma rotina de exercício físico depois de minha jornada de trabalho, tenho procurado me expor com moderação a luz solar pois apesar de ser incômodo, esse tipo de exposição regula o humor e os hormônios envolvidos. Além disso, procurei ajuda de um profissional de psicologia, que tem sido um apoio nessa questão e mantenho uma visita regular ao oftalmologista. Essas pequenas ações tem me ajudado a superar a dificuldade de lidar com as moscas volantes até que um tratamento que seja eficaz contra moscas volantes esteja disponível para mim.